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Câmara Setorial de Equideocultura do MAPA ouve especialista laboratorial em diagnóstico do Mormo

02 DE AGOSTO 2021



Participantes acreditam que a identificação e o cadastro dos equídeos, em todo o país, sejam essenciais para elaboração de uma política pública eficaz

A sexta reunião extraordinária da Câmara Setorial da Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizada na quarta-feira (28/07), manteve em pauta o protocolo e diagnóstico do Mormo no Brasil. O dr. Roberto Castro, sócio fundador do Laboratório Biovetech, fez uma apresentação sobre o desenvolvimento e resultados dos kits de diagnóstico para o Mormo e outras doenças que afligem os equinos. O médico veterinário deixou claro que nenhum teste é perfeito, mas que a pesquisa para o desenvolvimento dos kits foi na intenção de aperfeiçoar os resultados.

Castro pontuou ainda que iniciou os estudos para o desenvolvimento do kit diagnóstico em 2006. Como microempresário e com poucos recursos, contou apenas com R$ 180 mil. “A Biovetech é uma empresa de base biotecnológica, que se dedica ao desenvolvimento, produção e comercialização de kits de diagnóstico veterinário, seguindo padrões internacionais preconizados pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”, informou dr. Roberto Castro. A Biovetech detém a patente para a fabricação e distribuição do kit diagnóstico de Mormo para todo o país. 

Uma das reivindicações é a de identificar o rebanho nacional. “Não conhecemos nosso rebanho de equídeos com a precisão necessária para a correta aplicação e interpretação dos testes utilizados pelo MAPA”, ressaltou a dra. Patrícia Brossi. Segundo a médica veterinária, a necessidade de um cadastro robusto e integrado é fundamental para que se construam os estudos epidemiológicos sobre o Mormo. Todos estes itens são requisitos para uma política sanitária eficaz e justa para a condução do tema e já deveriam ter sido abordados há mais de vinte anos, quando a doença supostamente ressurgiu no país.

Outra sugestão foi a que as Guias de Transporte Animal (GTA) também fossem usadas como uma maneira de identificar o rebanho. O Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), que participou da reunião da Câmara Setorial, está estudando encaminhamento para uma câmara de conciliação e arbitragem para o tema. “O IBEqui representa o setor privado da Equideocultura, congregando mais de 30 entidades representativas do setor, incluindo associações de proprietários e criadores de animais, médicos veterinários, laboratórios, entre outros”, ressaltou o presidente-executivo, Manuel Rossitto.

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