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Equinos do Exército Brasileiro reforçam segurança nacional e fomentam modalidade de Hipismo no país

17 DE SETEMBRO 2021



Segundo especialista, os animais ainda são usados para aulas de equitação, equoterapia e desfiles cívicos

A criação de cavalos no Brasil, assim como em diversos outros países, tem sua origem no meio militar, uma vez que foi com a ajuda desses animais que o Exército de Duque de Caxias lutou pela consolidação da nossa Independência. Essa relação é tão direta que, ainda nos dias de hoje, a escola de equitação que se tornou exemplo no mundo está na França e nasceu no século retrasado, com os chamados “cadre noir”, que é a cavalaria militar francesa.

Com uma criação totalmente voltada à raça Brasileiro de Hipismo, criada no Brasil a partir da mistura de raças europeias com puros sangues esportivos, atualmente o foco do Exército Brasileiro está no melhoramento da criação nacional da raça, para que ela esteja sempre nivelada com a Esportiva Nacional, uma vez que esses cavalos participam de competições olímpicas.

A veterinária do Exército, 1ª tenente Bruna Rosa, explica que, além das provas, os animais são usados para aulas de equitação, equoterapia, desfiles cívicos militares e na segurança, em casos de GLO, que são Operações de Garantia da Lei e da Ordem, nas quais militares das Forças Armadas auxiliam as forças de segurança locais (polícias de determinado estado ou município).

“Os cavalos são treinados e garantem uma presença importante no combate porque eles são rápidos, imponentes e, por serem animais altos, dão ao agente de segurança uma visão privilegiada”, salienta Bruna. A veterinária destaca ainda o uso desses animais em atos cívicos e no reforço das tradições, uma vez que o cavalo sempre esteve presente na história do Brasil.

A profissional explica ainda que são muitos os profissionais do Exército Brasileiro envolvidos no trabalho de criação de cavalos, desde a nutrição, cuidados, bem-estar, treinamento até a equitação de alunos de colégios militares. A veterinária acredita que esse trabalho acaba transbordando para fora do meio militar e fomentando o crescimento do setor em todo o país.

“Formamos profissionais temporários que deixam o Exército Brasileiro e continuam trabalhando com cavalos no meio civil”, ressalta a médica veterinária. “É uma sementinha que plantamos no meio militar, que cresce junto com a pessoa o carinho, o interesse pelos cavalos, o que também ajuda a fomentar o mercado de equinos no Brasil”, completa Bruna Rosa. 

Por ocasião do Dia do Veterinário, celebrado no dia 09 de setembro, a veterinária falou ainda do amor que esses profissionais nutrem pelos cavalos, animais que são utilizados das mais diversas formas, sempre em apoio ao homem, como na equoterapia, atividade que também conta com o apoio do Exército Brasileiro, através de espaços e importantes parcerias para a prática. 

“O cavalo é um ser muito sociável, que gosta de interagir com outros seres, então, ele nos ajuda muito nisso. Sua marcha é muito semelhante à nossa, seu movimento tridimensional é muito parecido com o humano andando, então, esse é o benefício”, assegura a profissional, que recentemente ministrou palestra sobre as funções do cavalo no Exército, durante a Expointer.

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